domingo, 17 de abril de 2016

Rota do Romanico

Os bravos dos 35 do românico.
Em busca do mosteiro já ali, como disse José Rodrigues.
Foi esse o nosso objetivo da manhã do dia da graça de 17 Abril de 2016.
A caminhada iniciou no parque de merendas de Montedeiras. Fomos abençoados com chuva, mas esta não desmoralizou os caminheiros presentes.
Foi necessário trilhar 20 km para chegarmos ao mosteiro já ali.  Aka.  Ancede.
Mas antes, os nossos sentidos deliciaram-se com a capela de Fandinhães e sua envolvência. Um quadro de rara beleza.
Fandinhães ainda nos reservava uma outra surpresa... uma mercearia de aldeia, tipo tem tudo. À venda brinquedos e  “chicla”, colocados na prateleira aquando da inauguração.
Provámos o melhor lote de café da delta, isto segundo o simpático proprietário, devidamente acompanhados dos regionais bolinhos de amor.
Refiro que o José Daniel saiu do local a transbordar de amor...
Segue parte dois.
Descemos depois até ao Douro onde foi necessário puxar por alguns caminheiros que queriam ficar no SPA do Douro Royal valley hotel. A muito custo desistiram da ideia.
Foi então altura de pormos os pés numa calçada romana em direção a Ancede... O local de almoço.
A tarde começou com uma visita guiada ao mosteiro e anexos... Museu da vinha/vinho e capela do Senhor do Bom Despacho.
Essencialmente o resto da jornada foi a descida até Aregos, com o beijo do Tâmega ao Douro como pano de fundo... Lindíssimo.
Houve ainda tempo para provarmos as estranhas mas deliciosas laranjas sanguíneas.
Na parte final deste trilho calcorreamos o caminho do Jacinto, o qual nos conduz ao local onde se encontram os restos mortais de Eça de Queiroz, que casou por estas bandas.
Aregos estava no horizonte. O final de tarde aproximava-se e com ele as suas tranquilizantes cores e aromas.
A jornada culminou em festa na estação de Aregos, na qual uma associação local preparou uma degustação de vinhos e bolo da Teixeira.
Tinha chegado ao fim esta rota do românico proposta pelos Calcantes by Miguel Moreira. Notamos o cuidado que teve na preparação, nomeadamente com as visitas guiadas aos vários monumentos.
Termino parafraseando uns certos amigos gauleses...
35 km? Estes românicos estão loucos!

Luís Moura

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Calcantes celebraram 10º aniversário com caminhada pela cidade



A associação Calcantes realizou uma caminhada comemorativa do seu 10º aniversário, celebrado a 19 de fevereiro, com a parceria da loja Egosport, que representa e comercializa várias marcas internacionais de material de montanhismo e caminhada, entre vestuário e calçado. Esta caminhada contou com mais de uma centena de participantes e teve início na loja da Egosport, em Famalicão, percorrendo as várias ruas e parques da cidade e terminando no novo espaço de trabalhos dos Calcantes (secção de montanha) e Calcandopedal (secção de BTT). Este espaço é cedido pela Câmara Municipal, pelo que a atividade contou com a presença do vereador do Desporto e Juventude, Mário Passos, que se juntou ao cantar de parabéns aos Calcantes. 

Para além do tradicional bolo de aniversário e espumante, também foram relembrados os membros da associação presentes na primeira caminhada do grupo, em 19 de fevereiro de 2006, assim como os atuais elementos que fazem funcionar o grupo.



Fotos 2006

domingo, 22 de novembro de 2015

Magusto Fenda da Calcedónia

Que trilho???Foi um dos melhores que fiz!!!Foi todo um percurso muito intenso onde a chuva caía sobre as folhas de cores intensas durante as primeiras horas!Mas foi a chuva que tornou a caminhada mais difícil,pedra sobre pedra começamos a subir,cada vez mais complicado,passando por belas formações graniticas formadas pela erosão.Chegando á fenda foi uma das maiores surpresas(nunca pensei que era tão difícil subir a fenda,mas adoro desafios e supera-los,é isso que dá pica :) ).A camaradagem destes caminheiros/as foi enorme,puxa aqui.....empurra acolá,uns arranhões,umas pisaduras valeu o esforço :) .Almoço e regresso a Covide para mais um magusto divertido, "molhado" e cheio de enormes gargalhadas.Obrigado a todos por este dia perfeito e com o melhor regresso do nosso amigo Rogério em alta forma.
Sandra Azevedo
Magusto Fenda da Calcedónia

domingo, 25 de outubro de 2015

Ponte da Misarela

A PONTE DIÁBOLOS OU A PONTE DO DIABO

O dia ameaçava chover, mas este grupo não teve receio. Mochilas carregadas com mantimentos e máquinas fotográficas apostos, começamos então a nossa caminhada.
Com passo de quem não quer perder nenhum pormenor lá fomos nos, descendo e subindo montanha. Antes de chegar a hora do almoço, alguém antecipou a tirada da faca que cortava o bolo, uma abelha decidiu acompanhar-nos “empoleirada” nas costas de um caminheiro. Aqui, mais uma prova do espirito que existe neste grupo liderado pelos calcantes, não perdemos tempo e “corremos” a auxiliar o “picado”..
Mais tarde, e depois do soar do sino, é hora de petiscar, todos oferecem, todos provam. Cafezinho feito na hora acompanhado com uma bela fatia do tal bolo e umas quantas risadas pelo meio, estamos prontos para seguir viagem.
Sobre o cristalino rio Rabagão, em pleno Gerês, no concelho de Montalegre, encontramos (depois de vários quilómetros, uma boa refeição e um chiripiti para aquecer o coração) a “tal”. Por nós conhecida como Ponte de Misarela, está associada a uma lenda, onde o protagonista é o Diabo, daí que muitas vezes esta seja apelidada de “ponte do Diabo”.
Reza a lenda que certo dia um criminoso ao fugir da justiça vê-se encurralado nos penhascos sobranceiros ao rio Rabagão. Em desespero, apelou, à ajuda do diabo, que acedeu, pedindo em troca a sua alma. O diabo fez então aparecer uma Ponte ligando as margens do rio. Depois do criminoso passar fez desaparecer a ponte para que as autoridades não conseguissem atravessar. O criminoso, arrependido, decide procurar um frade para ter a sua alma de volta. Obedecendo ao plano do frade, o criminoso volta ao lugar a pedir o auxílio do Diabo para a travessia, fazendo reaparecer a ponte. O frade benze então com água benta a Ponte e o penitente recupera a alma perdida.

Curiosidade:

A ponte ficou então com um carácter sagrado, e ainda hoje se diz que se algo vai mal numa gravidez, deve a mulher pernoitar debaixo da ponte, e a primeira pessoa que pela manhã passar pela ponte deverá ser o padrinho ou madrinha da criança, que deverá receber o nome de Gervásio ou Senhorinha.

Gilberta Barbosa (Gi)
Ponte da Misarela

domingo, 13 de setembro de 2015

Linha Corgo - Vila Real / Peso Régua

Neste fim-de-semana, os Calcantes foram às vindimas na linda região do Douro. A aventura teve início na cidade de Vila Real, onde pernoitamos num “hotel” com muitas estrelas, e evoluiu pela antiga linha do Corgo, num trilho com uma extensão de cerca de 30 km, terminando na bonita cidade de Peso da Régua. A “apanha da uva” foi um pouco prejudicada pela chuva, mas da “colheita” resultaram excelentes momentos de confraternização e boa disposição
Linha Corgo - Vila Real /Peso Régua