domingo, 13 de maio de 2007

Arado - Vale Teixeira

Nem a chuva nos parou!!!
Saímos de Gavião por volta das 9 horas com rumo ao Gerês fizesse chuva ou sol estávamos determinados a fazer o percurso Arado - Vale Teixeira. Ao chegar ao Gerês foi curioso uma grande quantidade de vacas obstruíram a via, aí as coisas complicaram um bocado pois os carros andavam tão devagar e a subir que começaram aquecer (e os ânimos também) felizmente tudo se resolveu ao pedir (com jeitinho) a um pastor para nos deixar passar pelo meio das vacas, lá passamos com cuidado para não assustar as “bichinhas” pois algumas pessoas do grupo já estavam com medo delas (a barrosã é de respeito) até que chegamos a bonita cascata do arado, mochilas às costas e começamos a caminhada com 13 novos elementos Mª José Rebelo; José Oliveira; Julieta Ferreira; Carlos Moreira; Paulo Oliveira; Andreia Patrícia; Pedro Rafael; Nuno Daniel; Sérgio Sá; André Machado; Sofia; Ana Rita e Henrique Sá, que não se assustaram com chuva pois caía generosamente de vez em quando o sol dava uma espreitadela mas, lá vinha a chuva outra vez acompanhada de um forte granizo! Que se não fosse a experiência destas andanças chegaríamos tão ensopados em água que não havia conserto, mas os nossos vastos impermeáveis e as botas não deixaram que isso acontecesse. Para muitos foi uma nova etapa nestas aventuras e para outros uma estreia formidável, pois ainda não tinham testado todas as suas capacidades de sobrevivência e muitas delas já com um longo percurso de vida.

A experiência de uma "CALCANTES"
Chegara mais um dia tão esperado, a caminhada 13 de Maio, subir a cascata do Arado (Gerês). Quando acordamos deparamo-nos com muita chuva a bater na janela e pensamos lá se vai a caminhada mas logo nos levantamos e apareceram nuvens brancas e o céu azul a espreitar. Prosseguimos à preparação do farnel e todo o material necessário e fomos ter ao ponto de encontro, de lá seguimos a estrada juntando-se mais alguns pelo caminho. Quando chegamos ao Gerês estava a ser realizada uma festa e então fomos em marcha lenta até passar a vila, depois de passar apanhamos os pastores a levar o gado para a serra (Pedra bela) para onde nos dirigíamos, mais um atraso! Começamos a comer nos carros qualquer coisa, pois começara a chover e as vacas eram tantas que não saíam do meio da estrada para passarmos, e ainda passavam cada “finex” com os “cornos” grandes aos vidros dos carros, tivemos que parar de 10 em 10 minutos porque os carros começaram a aquecer. O Suíço enquanto aliviava a bexiga uma vaca e um vitelo quase que metiam os cornos no rabo. Foi então que chegamos à ponte da cascata do Arado e nos preparamos para começar a subir, um penedo alto aqui, outro além, mas nada que não se pudesse subir, um chuveiro de 15 em 15 minutos, uma pedraçada de 30 em 30 minutos que quando queríamos atravessar o rio não conseguíamos pedras para pormos os pés o pedraço e a chuva era cada vez mais intensa, houveram alguns banhos, alguns pés molhados mas ultrapassamos essa parte difícil da caminhada, até que a chuva parou e avistamos a casa dos pastores onde nos abrigamos e almoçamos. Arranjamos uns pauzinhos verdes e molhados (era o que havia) mas com um bocado de álcool lá deram uma boa fogueira para umas boas brasas e assamos a carninha que soube tão bem. Logo após de termos almoçado já estava a agua a ferver para o café, mais uma carga de pedraço e chuva gelada sobre nós, abrigamo-nos na casa do pastor até que passasse. Tomamos o café, um cheirinho que o Sr. Moreira levou e em conjunto com o do Zé deu para aquecer, para o regresso à cascata. Quando chegamos perto da mariola mais engraçada do trilho e começamos a descer demos falta do “Vira” quando olhamos para cima estava entre dois penedos e só se viam os braços a acenar estava “aliviar a tripa” logo de seguida num penedo largo e plano fizemos a foto do grupo, continuando o caminho a Rita e o Zé que escorregaram e “assaparam” o traseiro no mesmo penedo um a seguir ao outro e a Paula já tinha caído e partido o guarda chuva mas ninguém se magoou. Quando chegamos lá baixo (e o Vira sempre arrastar a asa para a Rita) mais uma foto de grupo desta vez só as mulheres, o Henrique quase não conseguia disparar a máquina devido a tanta beldade e depois a foto dos homens. Foi assim esta caminhada pequena mas muito atribulada devido à chuva, frio, pedraço e as vaquinhas que estavam a ficar agitadas com a nossa presença, mas foi um dia diferente e muito divertido.
Sandra Silva


2 comentários:

brisa da montanha disse...

Agora sim já parece um blog!
Muito bem Zé.

Anónimo disse...

parabens pelo Blog
muito interessante!
Sérgio Marques
Milho d'oiro