domingo, 11 de maio de 2008

Prados da Messe

ÍNDIOS PASSAM PELO GERÊS

11 de Março de 2008
Fomos convidados pelos “CALCANTES”, para uma jornada apeada pelo interior do nosso magnífico Gerês. Após chegarmos ao ponto de partida (já no interior do Gerês), estacionamos as nossas viaturas, fizemos as nossas apresentações (era um lindo grupo, sem dúvida, cheirava-me a estrilho…) carregamos as nossas mochilas e ás 11 horas o Pedro deu-nos ordem de partida ou melhor (subida!) Nós os estreantes, tão entusiasmados e cheios de folia, arrancamos com toda a força (parecíamos coelhos a fugir dos chumbeiros) após cem metros já com as línguas de fora (só pensávamos nas nossas mães…) excepto as pequenitas Luana e Inês, elas queriam era andar. A bem disposta Manuela, teve a brilhante ideia de trazer consigo um cajado para a ajudar durante o percurso (desconfiei muito, mas…) Durante o trajecto só via mariolas, verdura e penedos. (Eu estava com fé de avistar uns índios…) Parávamos de vez em quando para umas fotos (manha minha… era para descansar sem ninguém dar por ela!) Uma hora depois, perguntávamos ao Pedro quando parávamos para almoçar, este com a sua habitual calma, dizia-nos que após uma subida e depois de uma descida iríamos avistar um prado com uma casa de pastor e aí era a nossa paragem. Pois sim, senhor Pedro! Subíamos, descíamos, depois subíamos e descíamos, e … e…. Quando olho para trás, vejo o Pedro fotografando qualquer coisa! Dejecto de um lobo, dizia ele! Merda disse eu!!! O Joel ligava ao amigo Zé e este com palavras amorosamente indelicadas (dão-se muito bem) mandavam desligar um ao outro. Mais atrás… catapumba!!! O cajado cobardemente prega a primeira finta á Manuela, esta e o Miguel era só risos (ao longe pareciam o carro vassoura). A Raquel só nos trazia boa disposição e ânimo com as suas conversas nas horas certas e preocupação com as pequenitas. As minhas afilhadas Inês e Luana de vez em quando vinham comigo á frente, penso que vinham preocupadas comigo, poderia me dar a breca! (eu armado em forte aguentei).Tânia e Marcos, eram só sorrisos e love, amori, amour… miminhos e olhares…. (Vocês sabem como é, já fomos assim…) Lurdes sempre alegre tirava fotos; práqui… práli… prácolá… (flores! Dizia-me ela; malditas plantas que tanto desgraçaram as minhas pernas e a carita da Luana.) Eu sempre acompanhado pela minha afilhada Inês que me transmitia confiança com as suas conversas adultas. Regina com os seus óculos de abegão, sorria bastante, mas já devia estar arrependida nas que se metera! Eu, olhava para tudo que era lado á espera de ver um índio! O Pedro fotografava caganitas ou lá o que era aquilo. Pumba!!! Era a minha irmã Salett com inveja da Manuela a praticar bate-cú livre! (que raio de desporto novo! para mim sinceramente não gosto, mas pronto gostos não se discutem) O casal do cajado, vinham devagar para não caírem, mas o traiçoeiro do cajado, prega-lhe outra rasteira e pumba mataco no chão! Outra vez Joel a ligar ao Zé e este pedia para desligar e Joel dizia o mesmo (para a próxima, entendam-se.) Índios ou sinais de fumos nem vê-los! Aleluia!!! Avistamos o tão ansioso prado e a cabana (vista deslumbrante) Ao chegarmos, esticámos um pouco os pernis e começamos a preparar um grande banquete, digno de reis! Olhem só para esta ementa:
Entrada com frios á base de pão com fiambre e queijo, com manteiga, com queijo e com fiambre e o prato principal igual às entradas. Bebidas à descrição! Água fastio, caramulo e do monte! Agradeço ao Marcos a cerveja prometida, assim apanhei uma toura com água! No meio de tudo aparece sempre as surpresas agradáveis. A Luaninha ofereceu-nos uns espectaculares bolinhos feitos por ela (deliciosos querida!) que nós lambões não nos fizemos rogados! (a fome era tanta…) enquanto Lurdes oferecia-nos um belo bolo caseiro de chocolate todo amaxucado. Zé, assou uns chouriços de Gavião (eu acho que eram de porco) Raquel cortou-os ás rodelas e ofereceu-nos enquanto o Pedro preparava-nos um delicioso café, o Joel só comia (móina!), Lurdes tirava fotos a todos e o Marco sempre bem disposto a fazia-nos rir, o casal em falta estavam regar o prado com águas quentes. Agora não queria ver índios, pois tinha medo que nos roubassem o nosso grande banquete! Tivemos tempo ainda para reparar numas lembranças deixadas por uns parolos citadinos (garrafas e latas). Após o café, Zé deu-nos a provar os seus famosos licores de leite e cereja. Terminado, colocámos o nosso lixo nas mochilas para colocar nos sítios próprios que existem em todo lado e lá partimos! Pumba!!! Salett a repetir as quedas, mais uma, os outros riam-se! Por fim fizemos a derradeira e penosa subida íngreme, para depois terminarmos sempre a descer, sem não deixarmos de apreciar uma das mais belas paisagens naturais de Portugal. Só faltavam os índios, nem que fosse um sem dentes e penas e e um olho pisado!
No meio do nada avistamos um humano! Não era um índio, este tinha barbas e eu ainda pensei que era o Deus dos pastores! Viemos a saber que era americano, o tal povo que só fala uma língua, com a ajuda do nosso intérprete Miguel ficámos a saber o que andava a conhecer o mundo e que politicamente não gostava do Bush e da Clinton, só Obama. Eu distante peguei na rádio do Joel e comuniquei com o Zé que se que se encontrava junto do Men para o avisar que ali não havia petróleo. Ele não acreditou porque foi sempre em frente a (a subir quase de gatas) á procura se calhar de um índio. Já quase no final a Luana dizia á mãe que queria ir embora, queria sair dali! Estava farta de levar com os arbustos na cara! Olho para trás e pumba! Não se afligem, era a Salett com os seus treinos (ainda não estavam como ela queria!) Chegados enfim á estrada que dava para a direita e para a esquerda e vice-versa, todos contentes (batemos palmas e tudo), mal sabíamos que teríamos de andar ainda 3.100 metros até aos nossos carros, para perfazer o total de 17.310 metros que acabaríamos por realizar. No meio do percurso final estive para pisar qualquer coisa que eu pensei ser bosta! Por curiosidade aproximei-me dela e cheirei ainda estive para provar mas não foi preciso! Era mesmo bosta ou como se diz (caca de vaca) Sorte a minha, olhem se eu provava ou pisava! Pensando a fundo, percebi porque não avistei índios, sendo eles do continente americano para além de viverem e preservarem a sua natureza, ao contrário dos nossos parolos índios citadinos que deixam a sua imagem de marca por onde passam (não são das aldeias, isso sei, pelo tipo pistas que deixam!) Assim sendo, prefiro ser um cowboy como os do grupo calcantes! Vou comprar um chapéu como do Pedro, feito de lona de camião comprado no Brasil! (se ele ler isto e ficar muito emocionado, pode-me oferecer um que eu não me importo nada.
Queremos agradecer a este grupo de pessoas este momento inesquecível que nos proporcionaram além de conhecermos excelentes pessoas que já se tornaram parte da nossa família.
De todos nós e também dos nossos gémeos, costas, pés e outras partes doridas!

Zé Ruy, Lurdes Mesquita, La-Salett Gomes, Luana Gomes (6 anos), Tânia Gomes, Marco Filipe, Inês Fernandes(11 anos), Maria Regina

Prados da Messe

1 comentário:

Anónimo disse...

Olá pessoal, segundo sei parte do percurso designado "prados da messe" encontra-se em zona de proteção total, sendo necessário pedir autorização e pagar os cento e tal euros... sabiam disso? Arriscaram?

Filipe