domingo, 12 de outubro de 2008

Trilho do Couto de Souto

COUTO DO SOUTO – (Terras de Bouro)
12 de Outubro de 2008

O tempo no dia anterior ameaçava temporal, mas nessa manhã estava quente e acolhedora para uma bela caminhada. Preparamos as nossas mochilas com o almoço de domingo, calçamos as sapatilhas e as velhas botas (usadas) e alguém de botas novas que insistia em exibir…
E lá fomos a caminho de Terras de Bouro. Temos também alguns elementos novos, que conseguimos convencer…. Afastando-os do ecrã de televisão e dos parentes próximos do “Magalhães”! Chegamos ao destino cedinho (eram pra’i 10 e pico, coisa e tal …) porque alguns lembraram-se de tomar café e comer bolos num café pelo caminho. Chegados, tínhamos pela frente 10 km de caminho, fomos andando e apreciando a paisagem. Alguns elementos mais novos e os menos novos começaram a reclamar da subida íngreme que tínhamos pela frente. Fomos subindo e subimos muito! Mais á frente alguns apanhavam castanhas e com mais ou menos custo alcançávamos os “pontas de lança” com caras de heróis todos rebentados. Encontrámos um local com marcos milenares, com algumas fotos e filmes como sempre reinava a boa disposição, tanto dos novatos como dos veteranos que nos apoiaram sempre! Chegava a vez de descer e sentia-se aqui e ali o cheiro a mosto, as vindimas tinham acabado, mas o cheiro das uvas fermentadas sentia-se a cada porta que passávamos. Os mais afoitos perguntavam casa sim, casa sim se havia pinga nova! Nova… após várias negações, encontraram uma boa alma. Uma senhora simpática com alguns cabelos brancos foi buscar aquele maravilhoso recipiente (a típica malga minhota) seguraram a mesma com o polegar metido dentro, provando e bebendo esse líquido “inventado” pelo Sr. Dr. Baco… (primo afastado do ausente Bacon que costuma acompanhar este verde néctar). Sorrisos maravilhados nos rostos de alguns, iam finalmente provar e néctar dos Deuses das terras de Souto… Foi generosa a nossa benfeitora e provaram o vinho, mas metade da malga continha arroz dizia o bebedor! A bondosa senhora chamou-lhe carabunhas (grainha), acompanhámo-la até á adega e ao seu lagar. Boas e generosas pessoas, que abrem as suas portas a um grupo desconhecido, até presunto foi oferecido, oferta rejeitada (pelos que não beberam) para não abusar da sua boa vontade (azar dos tinteiros que andaram com dores de barriga durante algum tempo). Bem dispostos lá continuámos mais umas descidas com a hora dos petiscos quase a chegar. Conduziram-nos até às margens do rio Homem e foi aí que assentamos as nossas mochilas, após o farnel temos sempre cafezinho e os licores (afamados) do Zé! Somos sempre tão bem tratados, são os pequenos gestos que fazem os homens grandes! Deixámos este local calmo, onde o ruído das águas predominam misturando-se por vezes com as tiradas humoradas dos elementos do nosso grupo. Em tempos idos, ali moeram muitas toneladas de cereal. Encontramos mais uma obra de betão que contrasta com o cenário bucólico do nosso almoço e nos desorientou um pouco, mas mais uma vez encontrámos a nossa rota. Seguimos o trilho e aqui e ali castanhas no chão (a razão do nome Souto - onde existem muitas castanhas) e passamos pelos campos com colheitas terminadas, seguimos e entretanto lá estava:
“TRILHO COUTO DO SOUTO-FIM DE PERCURSO”!
E foi assim, mais uma boa parte de domingo bem passado.
Venham connosco para a próxima, só se arrependerão se não vierem.

Calcantes saudações:
Lurdes Mesquita
Couto do Souto

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