terça-feira, 28 de abril de 2009

Portela do Homem - Minas das Sombras

O dia 26/04 no trilho das sombras, correu bem (estamos todos inteiros), sendo eu estreante nestas andanças por dizer que até me safei, já a Célia e veterana fez isto com uma perna as costas. O dia Começou bem cedo as 6h da manhã de Domingo, que para mim é habitualmente de madrugada, mas como sou adepta de aventuras, entrei eu em mais uma.
Finalmente cheguei a junta de freguesia de Gavião as 6.45h onde estavam um grupo de jovens muito bem dispostos, fomos apresentadas como as meninas de Guimarães sendo o resto do pessoal já conhecido pelos vistos. Fomos de boleia com a Lurdes e o Zé-Rui (figura engraçada devo dizer) que nos levaram para a dolorosa. Chegados lá e já enjoadas com aquelas curvas, começamos a subida, e eu mal me aguentei pensei que ia morrer logo no inicio, o meu coração ia saindo pela boca, mas como não sou de desistir toca a levantar e continuar sempre atrás do Pedro que é sem duvida o homem do leme, mas tenho que referir que Joel é um elemento essencial sem o mapa ninguém lá chegava.
Acho que andamos cerca de 3h sempre a subir, finalmente o Pedro teve uma ideia genial comer (eu já estava mesmo fraquinha). Apesar do frio e do vento, olhar para aquela paisagem é sem dúvida reconfortante. Quando pensava que já se tinham acabado as subidas não é que aparecia mais uma, que desespero. Mas porreiro foi quando começamos o percurso de regresso que para mim foi sem duvido o momento mais animador, mal eu sabia o que me espera.
Eu bem avistei o caminho de terra lá no fundo mas para lá chegar foi uma grande aventura, lá ia o Paulo e a Lurdes, a frente cheios de experiência, que me eram muito úteis pois eram sempre os primeiros a cair naquelas buracos cobertos de mato, mas embora a experiência deles fosse alguma, não evitaram por nos enfiar no meio da selva, sem saída a vista a única coisa era rir e tentar encontrar um caminho de saída; cada vez o caminho de terra tava mais perto e finalmente chegamos, tínhamos feito 12 km não era brincadeira todos arranhados e sujos parecíamos concorrentes do surviver. Eu adepta de dietas não resisti a comer o maçapão que o Zé-Rui me ofereceu. Tivemos que esperar pelo resto do povo que também estavam num santo Cristo
E lá fomos finalmente pelo caminho de terra todos partidinhos até que se fez luz e avistamos alcatrão, finalmente chegamos acho que já nem sentia as pernas, nem nada.
Tirada a fotografia de grupo era hora do café e do licor tão esperado que o Zé trouxe durante todo o caminho. Apesar de passarmos o dia juntos só me apercebi que havia mais alguém de Guimarães (o Nuno) no final, mas mais vale tarde do que nunca.
Gostei muito e espero repetir a experiência, pois pior de que isto não deve haver.
Verónica / Célia
Ps : não me esqueço do licor de maracujá Açoriano que prometi ao Zé-Rui)

2 comentários:

Zé Rui disse...

E lá fomos vinte etal para a minas das sombras.
as únicas que vi, foi quando parámos numa azinheira e todos parados, ofereciam-me as suas sombras no chão.Levo umas grandes recordações: além de estar todo partido, fiquei com dois braços arranhados e pisados da belíssima descida a par do riacho que cada vez qua olhava para o lado ou levava com silvas nas ventas ou enfiava-me num buraco, , além de espetar o meu joelho contra um penedo ainda caí num regato, agarrando-me ás porcarias das silvas, picando a minha mãozinha toda ao levantar-me esbarrei-me de cabeça contra uma árvore.
Não vi sombras, só ia contra coisas malvadas.
Mas no fim de tudo foi porreiro, pareciamos ciclistas a chegar em grupo. O móina como sempre lá se safou e nós á espera do licor...
Um grande abraço para o nosso novo colega e beijinhos para as simpáticas de Guimarães que vieram pela primeira vez e namorada dele.
(ainda estou á espera de uma garrafa prometida de licor de maracujá dos Açores!)
Os croissants fica para a próxima, até lá chuchai no dedo...

Zéruy ( um eterno que sai ileso de toda a guerra)

Nuno disse...

Pois é, a primeira vez foi logo a doer... sobrevivi, não vejo razões para não repetir.Só não fiquei com marcas de guerra como o Zéruy, hehe.
Foi um prazer estar convosco e espero estar mais vezes.
Até porque agora sei que há licor no final, ui ui...abram alas!
Grande abraço daqui de guimarães.

Nuno