quinta-feira, 25 de março de 2010

Barragem da Paradela

Passava meia hora das seis da manhã quando o despertador tocou. “Vou ou não vou?!”, foi o primeiro pensamento que me veio a cabeça; mas como não queria dar parte fraca lá me encorajei e fui me preparar. O Francisco chegou ao local combinado um pouco atrasado, onde eu e a Clarinha já nos encontrávamos, mas o atraso não foi assim tão grande, conseguimos ser os primeiros a chegar a casa do Pedro, onde gentilmente fomos recebidos com um pacote de bolachas, já muito viajado a avaliar pelo seu aspecto. Entretanto chegou o Zé e a Patrícia, mas tivemos que esperar pelos atrasados do Joel, da Raquel e do Carlos. Seguimos em dois carros ao encontro de mais dois casais do Porto, que iriam connosco nesta aventura, a D. Lu, o Sr. Zé, a D. Manuela e o Sr. Paulo e claro sem esquecer a cão o “Joe”.
A viagem correu bem entre curvas e contra-curvas onde teve que haver uma pequena paragem, pois o condutor do carro da frente tinha o pé bastante pesado, o que originou um desencontro. E ai aproveitei para apanhar ar pois estava enjoada, os outros aproveitaram para esticar as pernas.
Chegados ao local do inicio da caminhada, a Barragem da Paradela, começamos o nosso percurso. Subimos e descemos vales e colinas entre conversas animadas e algumas fotografias, num desses momentos eu, o Francisco e a Raquel vimos um cavalo selvagem, e é claro o Francisco registou o momento e apressamo-nos ao encontro dos outros que já iam mais a frente.
A meio da manhã fizemos uma pausa para comermos qualquer coisa, como ficava a beira de um riachozinho o meu querido futuro cunhado Francisco sugeriu que fosse o meu “baptismo” de Calcante, mas não! Lá continuamos a caminhada. “UFA!!” Pensei eu, desta já me livrei! Livrei-me daquela mas outras piores vinham a caminho...
A travessia do rio. Nessa sim! Pensei ficar pelo caminho. Só me lembrava das palavras da Clarinha. “Confias mais nos outros, do que na tua própria irmã?!” É que “os outros” tinham me dito que era fácil por isso mesmo tiveram que me carregar literalmente para a outra margem (bem feita! Não tinham nada de me induzir em erro, Agora que se aguentassem à bronca!). Com as pernas a tremer e branca como papel; eu e os outros continuamos o percurso com direito a cobras pelo ar, a canas a baterem nos na cara e a mato a picar nos as pernas.
Já o Sol ia alto quando paramos para almoçar, nesse momento começou a chover, mas nada que atrapalha se o nosso “repasto”, principalmente ao cão da D. Manuela que não descansou enquanto não acabou de comer a metade do meu pão. Depois do almoço e do habitual cafezinho do Zé, veio o meu “baptismo”... Depois desse grande e ritualesco momento, continuamos o sobe e desce, sobe e desce, do costume. O destino era, a Capela de S. João da Fraga, mas como se estava a tornar um pouco tarde decidiu-se voltar por outros caminhos até aos carros. Ah! é verdade a Clarinha e a Patrícia deram umas escorregadelazitas mas nada de grave para umas verdadeiras CALCANTES. Já mais descontraidos aproveitamos para contemplar toda aquela maravilha da natureza. Que paz... Que sossego... Sossego esse, que de vez enquando era quebrado pelo meu cunhado Carlos, que dizia atirar a mim e às minhas irmãs pela ribanceira abaixo para ficar com a fortuna toda da família. O que não passa de brincadeira pois de vez enquando lá me ia dando um empurranzinho para chegar ao fim da caminhada. Chegamos aos carros por volta das 18h30 tínhamos acabado de fazer 23km e 200m (bem contadinhos!! hihihi). Lanchamos, fizemos alguns alongamentos e despedimos dos casais do Porto, e seguimos de regresso a Famalicão. Durante a viagem falou-se animadamente de casamentos e preparativos. Ah! e de futebol! Finalmente chegamos a casa, pensei: “Nunca mais me meto noutra!”, mas ao mesmo tempo lembrei-me da velha frase “nunca digas nunca”. É! Afinal pondo no prato da balança, foram mais os momentos em que me diverti do que aqueles que temi, por isso mesmo, agradeço a todos a paciência e o companheirismo que tiveram para comigo. Afinal é bom pertencer aos CALCANTES pois:

Consegui
Alcançar
Longos
Caminhos
Agrestes
Numa
Tentativa
Esperançosa
SUPEREI!
Susana Sousa


2 comentários:

Anónimo disse...

Olá
gostei muito de partilhar a caminhada com vocês, muito obrigado pelos momentos agradáveis e pela boa disposição.

Paulo Barros

Tenho mais fotos da caminhada no meu Blog www.palmilheiro.blogspot.com

Francisco Nuno disse...

:- )Mais uma belo dia de caminhada, claro só podia ser organizado por este grupo ;). Quanto ao texto esta muito bom ;) claro é mentira não cheguei atrasado :) :) :) :)

Paulo Barros volta sempre. Abraços atodos.