terça-feira, 20 de abril de 2010

Pico da Nevosa

Mais uma caminhada, esta ao Pico da Nevosa. O despertador tocou cedo 5:30, parecia que estava a sonhar, mas não era, mesmo para levantar.
Pus-me à estrada, ainda tinha 40 km pela frente, fui o primeiro a chegar, depois começou a chegar o resto dos Calcantes. Arrancamos de Gavião em dois carros, pois só éramos 6 Calcantes e lá fomos nós em direcção a S.PAIO/ESPANHA parecia que nunca mais chegávamos. Começamos a longa e dura caminhada às 9:45 e o cheiro a trampa de animal já se fazia sentir e foi quando reparamos na roupa de domingo destes habitantes, igual à da semana, ou seja, roupa de trabalho. Tivemos que subir o monte a pique para apanhar o trilho, depois tivemos que atravessar o rio, onde mais uma vez tínhamos um monte para subir a nossa sorte era haver mato para nos segurar. Paramos para comer e descansar um pouco. O Pedro e o Joel consultaram o mapa, pois o GPS não se mexia estava cansado. Continuamos a caminhada, não havia tempo a perder, pelo caminho vimos uma lagartixa que subiu para o pé do Joel.
Ainda faltava muito para chegar ao pico, começa-mos a ver alguns focos de neve ao longe e um monte onde eles diziam que era aquele mas não era.
As piadas que se ia dizendo, é que nos dava força para o resto do caminho e fazia esquecer a dureza do percurso. Quando chegamos á neve, o Pedro começou a atirar bolas de neve quase para todos, acabada a brincadeira da neve, seguimos e pouco mais á frente estamos em frente ao tão desejado pico, parecia o KILIMANJARO ficamos todos contentes por ter chegado, mas ainda faltava subir o resto, grande subida até ao pico, onde não faltou a falta de açúcar do Zé.
Chegamos lá a cima às 15:00 e que vistas, até dá para ver a capela de S.JOÃO DA FRAGA.
Tiramos as fotos do grupo, e começou a comezaina, onde o Zé tinha um grelhador para grelhar a picanha (as bifas como disse o Pedro) nunca pensei comer picanha a 1570m de altitude. Nisto começou a chover estávamos a beber o café do Zé e o Francisco tremia tanto que parecia que estava a mexer o café, acabou por não conseguir beber o café. Descemos o pico por causa da chuva, e mais à frente encontrámos o caminho depois de consultar o mapa por duas vezes, mas neste regresso até deu para a Patrícia perder o telemóvel. Depois de escolhermos o caminho de risco, sim porque havia o da certeza, mas decidiram o de risco, os espertos do costume, depois de atravessar grandes pedras, tínhamos uma grande descida até ao rio. Pelo meio deu para ver cavalos e cabras selvagens e onde não faltou trambolhões, escorregadelas e picadelas, foi uma descida vertiginosa, onde a Patrícia só dizia que havia de estar a chover quando acordou de manhã, para não ir. Mas da minha parte dou os parabéns à Patrícia por aguentar uma caminhada tão dura e sempre à nossa beira. GRANDE PATRICIA. Lá chegamos ao rio, atravessamos e apanhamos o trilho que nos levava até aos carros. Encontramos um senhor que vinha do monte com as cabras e lenha ás costas e já nos carros lanchamos fizemos alongamentos e saímos por volta das 20:00.Ao descer o Gerês paramos para a Patrícia lançar carga ao mar. Chegamos a Gavião por volta das 22:15.
GRANDE CAMINHADA MINHA GENTE
Rui Teixeira

1 comentário:

Francisco Nuno R Pereira disse...

Só uma coisa a dizer GRANDE Patricia.

UM GRANDE ABRAÇO PARA TODO OS CALCANTES :-) GRANDE CAMINHADA